Todos nós "Parimos". Melhor expressando, todos nós "concebemos e geramos" um ou mais filhos durante a nossa estadia na terra. Nesta perspectiva, temos - independente de sexo, cor, religião, ideologias etc. - um quê de "Mãe". Todas as vezes que nos importamos com alguém criamos uma situação de cumplicidade e solidariedade, essa "criação" amadurece quando (ou se) desenvolvemos uma relação mais estreita com determinada pessoa. Passando a um certo grau de amizade. Neste viés, percebe-se o quanto a todo instante o nosso espírito materno aflora. Não pela solidariedade ou amizade citadas, mas pela capacidade de gerar e criar um vínculo com tal "filho" emocional.
Estas emoções geradas e criadas a todo momento são raízes e frutos das nossas atitudes, pois tanto estimulam a nossa forma de agir quanto conduzem as nossas ações. Esses nossos "filhos" quando criados começam a influenciar todos aqueles que estão ao nosso redor. A começar pela nossa casa. Quando se cria um bom filho, ele preenche o lar de alegria, correndo de um lado para o outro, em contato com todos os demais moradores. Quando se cria um filho ruim, ele também preenche o lar e corre de um lado pra o outro, mas nessa passagem ela acaba quebrando alguns itens de mobília que podem acidentar alguém. Se vai haver pedaços no chão ou alegria no lar depende de como criamos esse filho. A outra metade que corresponde à completude dos nossos "filhos" depende da natureza destes.
Se esse filho for originário de uma natureza benéfica, têm grandes chances de se tornar um bom filho. Mas, de certa forma, a natureza, apesar de específica e individual - pois cada situação ou cada localidade têm as suas características, têm grande capacidade de adaptação e modificação. É nesta ótica que o espírito "materno" também entra em voga. A capacidade de analisar criticamente e emocionalmente ao mesmo tempo vêm da concepção de ser "mãe". Esse paradoxo é de grande importância para a manutenção da criação dos nossos "filhos". Perceber essa linha tênue entre o que é preciso fazer, o que eu quero fazer e o que meu coração manda fazer é complexo e materno, mas não deixa de ser necessário.
Visto isto, todos nós temos a magnífica capacidade de ser "mãe". Entretanto, não com tanta veemência do que as reais mães que misturam na dor do parto normal, na perplexidade -também dolorosa - da recuperação de uma cesariana a alegria de ter uma significativa parte do amor se materializar. A estas "singelas brutas" - como diz o compositor Saulo Fernandes - a minha grande admiração e o meu maior respeito. Que nós, homens e mulheres sejamos sempre "mães", mães de bons exemplos, boas atitudes, mães do respeito, mães do amor e sobretudo Mães.
Mães, amo vocês (Rosana, Tereza, Luciana, Paula, Conceição......)!

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