Frenquentemente nos noticiários e nas redes sociais vemos um turbilhão de ações policiais, com grande número de curtidas e compartilhamentos, errôneas. Grande número de operações policiais vistas de modo negativo pela sociedade. Certamente as pessoas estão cada dia mais antenadas e conectadas às ações sociais e militares, entretanto, colocar a polícia no epicentro do problema da violência urbana não é a solução.
Não vim através deste texto reafirmar o então clichê de que "Todos aqueles que julgam as ações da polícia nos telejornais afora (especialistas em segurança, analista de operações etc.) nunca sequer estiveram numa linha de tiroteio onde você mata ou morre." Vim falar um pouco mais específico de cada policial no seu interior. Uma série de decisões a serem tomadas, num curtíssimo intervalo de tempo que certamente causará danos a uma das partes e com o risco da própria vida pra resolver um problema que não é o seu. É de suma importância analisarmos que a força policial por si só nos dá uma sensação de segurança (as greves policiais já ocorridas no Brasil comprovam tal fato) e que a marginalidade está cada dia com maior número, melhor equipada e ousada.
Só acho que antes de cada cidadão criticar as ações da polícia deveriam tentar ter acesso à rotina desses profissionais. São muitas cobranças, muitas culpas, muita coragem e muito medo também. É um poder incomensurável decidir entre a sua morte ou a morte de outrem em pouco tempo. O nível de estresse é muito grande, visto que aquele beijo na esposa pode ser o último.
Assistindo ao jornal televisionado e vendo o caso do PM que foi assassinado na agência dos correios na região de Itabuna me fez refletir o quanto às possibilidades de um novo desfecho daquela ocorrência.
1. E se o policial tivesse trocado tiro com os bandidos baleado um, matado outro e atingido algum cidadão. Seria julgado, talvez, como despreparado.
2. Se o policial baleasse os dois criminosos e estes atirassem em algum cidadão. O PM seria também acusado de despreparo pois se tivesse matado os meliantes teria salvaguardado a vida de um inocente.
3. Se o policial tivesse impedido o roubo, mas tivesse deixado os bandidos fugirem. Seria também julgado por despreparo.
4. O policial morre e os bandidos fogem. O policial é julgado por despreparo por estar sozinho na ocorrência.
Na verdade, hoje, as situações envolvendo menores infratores e demais criminosos está tão arraigada em nossa realidade que por mais que a polícia regularmente venha a fazer um trabalho de excelência ainda assim será a "bruxa má" dos problemas envolvendo violência. A própria mídia vitimiza dos criminosos e incrimina a polícia. E o policial antes de tudo é um trabalhador que precisa do seu salário pra sustentar a sua família e caso ele perca o seu emprego estará com seu futuro financeiro comprometido, assim como qualquer trabalhador brasileiro.
Em meio a chacinas, morte, crimes, violência policial e tantos outros atos semelhantes eu pergunto: Onde está a solução? Nos governantes, nas politicas públicas, em uma melhor capacitação policial, no voto, na educação...Onde está a solução? Esta pergunta extremamente complexa tem uma resposta bastante simplória. A solução está em VOCÊ! A mudança externa começa com a mudança interna. É sempre bom responsabilizar os outros pela sua própria culpa. A culpa de o Brasil estar assim não é dos governantes, a culpa de ações da polícia darem errado não é dos policiais, a culpa da violência exacerbada não é dos criminosos a culpa é minha e sua. Porque a sociedade é composta por nós. Somos o retrato da nossa realidade, entretanto, somos o que escolhemos ser! O que você escolheu pra hoje?


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