quinta-feira, 28 de maio de 2015

Atitude é tudo!

Ontem me surpreendi com um exemplo de vivacidade e solidariedade prestados na campanha Contra o Câncer. Vi uma foto onde uma jovem cortou os cabelos e doou para a confecção de perucas para os enfermos já sem cabelo, por conta da quimioterapia. Logo após eu ter postado um texto falando sobre a polícia (postagem logo abaixo) onde discute exatamente "O que nós fazemos para mudar a nossa realidade". Dentro desta perspectiva não poderia deixar de destacar o exemplo desta jovem, que certamente poderia estar insatisfeita com seu cabelo e ter aproveitado a oportunidade pra mudar o visual e por tabela ajudar a quem precisa. Ou poderia simplesmente ter decidido ajudar a quem precisa independente do resultado do seu novo visual. O certo mesmo é que esta jovem ajudou a modificar as coisas. Um ato isolado? Pode ser...Vai fazer tanta diferença assim? Talvez...Mais independente do "grau" ou "escala" ou "dimensão" do ato a jovem mulher foi lá e fez. Esse é o sentido de modificar as coisas ao nosso redor. Acreditou, mesmo tendo uma grande possibilidade de ficar insatisfeita com o resultado visual. Acreditou na competência da solidariedade. Buscou entre tantos e tantos motivos para se cortar o cabelo um sentimento nobre de empatia. 
Essa vivacidade não é inerente à infância, ou juventude, ou terceira idade. Não tem nenhuma correlação com o período no qual estamos e sim com "como queremos (ou como deve ser) o período em qual estamos inseridos na nossa vida". 
Atitude é tudo. Entretanto o que mais me surpreendeu em meio a toda essa história de solidariedade foi que a tal jovem era a minha irmã. Neste caso o orgulho só tende a aumentar! 

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Polícia, onde está a solução?

Frenquentemente nos noticiários e nas redes sociais vemos um turbilhão de ações policiais, com grande número de curtidas e compartilhamentos, errôneas. Grande número de operações policiais vistas de modo negativo pela sociedade. Certamente as pessoas estão cada dia mais antenadas e conectadas às ações sociais e militares, entretanto, colocar a polícia no epicentro do problema da violência urbana não é a solução. 
Não vim através deste texto reafirmar o então clichê de que "Todos aqueles que julgam as ações da polícia nos telejornais afora (especialistas em segurança, analista de operações etc.) nunca sequer estiveram numa linha de tiroteio onde você mata ou morre." Vim falar um pouco mais específico de cada policial no seu interior. Uma série de decisões a serem tomadas, num curtíssimo intervalo de tempo que certamente causará danos a uma das partes e com o risco da própria vida pra resolver um problema que não é o seu. É de suma importância analisarmos que a força policial por si só nos dá uma sensação de segurança (as greves policiais já ocorridas no Brasil comprovam tal fato) e que a marginalidade está cada dia com maior número, melhor equipada e ousada. 
Só acho que antes de cada cidadão criticar as ações da polícia deveriam tentar ter acesso à rotina desses profissionais. São muitas cobranças, muitas culpas, muita coragem e muito medo também. É um poder incomensurável decidir entre a sua morte ou a morte de outrem em pouco tempo. O nível de estresse é muito grande, visto que aquele beijo na esposa pode ser o último. 
Assistindo ao jornal televisionado e vendo o caso do PM que foi assassinado na agência dos correios na região de Itabuna me fez refletir o quanto às possibilidades de um novo desfecho daquela ocorrência.
1. E se o policial tivesse trocado tiro com os bandidos baleado um, matado outro e atingido algum cidadão. Seria julgado, talvez, como despreparado.
2. Se o policial baleasse os dois criminosos e estes atirassem em algum cidadão. O PM seria também acusado de despreparo pois se tivesse matado os meliantes teria salvaguardado a vida de um inocente.
3. Se o policial tivesse impedido o roubo, mas tivesse deixado os bandidos fugirem. Seria também julgado por despreparo.
4. O policial morre e os bandidos fogem. O policial é julgado por despreparo por estar sozinho na ocorrência.
Na verdade, hoje, as situações envolvendo menores infratores e demais criminosos está tão arraigada em nossa realidade que por mais que a polícia regularmente venha a fazer um trabalho de excelência ainda assim será a "bruxa má" dos problemas envolvendo violência. A própria mídia vitimiza dos criminosos e incrimina a polícia. E o policial antes de tudo é um trabalhador que precisa do seu salário pra sustentar a sua família e caso ele perca o seu emprego estará com seu futuro financeiro comprometido, assim como qualquer trabalhador brasileiro.
Em meio a chacinas, morte, crimes, violência policial e tantos outros atos semelhantes eu pergunto: Onde está a solução? Nos governantes, nas politicas públicas, em uma melhor capacitação policial, no voto, na educação...Onde está a solução? Esta pergunta extremamente complexa tem uma resposta bastante simplória. A solução está em VOCÊ! A mudança externa começa com a mudança interna. É sempre bom responsabilizar os outros pela sua própria culpa. A culpa de o Brasil estar assim não é dos governantes, a culpa de ações da polícia darem errado não é dos policiais, a culpa da violência exacerbada não é dos criminosos a culpa é minha e sua. Porque a sociedade é composta por nós. Somos o retrato da nossa realidade, entretanto, somos o que escolhemos ser! O que você escolheu pra hoje?  

domingo, 10 de maio de 2015

Todo mundo têm um "Quê" de Mãe

Todos nós "Parimos". Melhor expressando, todos nós "concebemos e geramos" um ou mais filhos durante a nossa estadia na terra. Nesta perspectiva, temos - independente de sexo, cor, religião, ideologias etc. - um quê de "Mãe". Todas as vezes que nos importamos com alguém criamos uma situação de cumplicidade e solidariedade, essa "criação" amadurece quando (ou se) desenvolvemos uma relação mais estreita com determinada pessoa. Passando a um certo grau de amizade. Neste viés, percebe-se o quanto a todo instante o nosso espírito materno aflora. Não pela solidariedade ou amizade citadas, mas pela capacidade de gerar e criar um vínculo com tal "filho" emocional. 
Estas emoções geradas e criadas a todo momento são raízes e frutos das nossas atitudes, pois tanto estimulam a nossa forma de agir quanto conduzem as nossas ações. Esses nossos "filhos" quando criados começam a influenciar todos aqueles que estão ao nosso redor. A começar pela nossa casa. Quando se cria um bom filho, ele preenche o lar de alegria, correndo de um lado para o outro, em contato com todos os demais moradores. Quando se cria um filho ruim, ele também preenche o lar e corre de um lado pra o outro, mas nessa passagem ela acaba quebrando alguns itens de mobília que podem acidentar alguém. Se vai haver pedaços no chão ou alegria no lar depende de como criamos esse filho. A outra metade que corresponde à completude dos nossos "filhos" depende da natureza destes.
Se esse filho for originário de uma natureza benéfica, têm grandes chances de se tornar um bom filho. Mas, de certa forma, a natureza, apesar de específica e individual - pois cada situação ou cada localidade têm as suas características, têm grande capacidade de adaptação e modificação. É nesta ótica que o espírito "materno" também entra em voga. A capacidade de analisar criticamente e emocionalmente ao mesmo tempo vêm da concepção de ser "mãe". Esse paradoxo é de grande importância para a manutenção da criação dos nossos "filhos". Perceber essa linha tênue entre o que é preciso fazer, o que eu quero fazer e o que meu coração manda fazer é complexo e materno, mas não deixa de ser necessário.
Visto isto, todos nós temos a magnífica capacidade de ser "mãe". Entretanto, não com tanta veemência do que as reais mães que misturam na dor do parto normal, na perplexidade -também dolorosa - da recuperação de uma cesariana a alegria de ter uma significativa parte do amor se materializar. A estas "singelas brutas" - como diz o compositor Saulo Fernandes - a minha grande admiração e o meu maior respeito. Que nós, homens e mulheres sejamos sempre "mães", mães de bons exemplos, boas atitudes, mães do respeito, mães do amor e sobretudo Mães
Mães, amo vocês (Rosana, Tereza, Luciana, Paula, Conceição......)!

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Dificuldades e Prazeres

Ainda a pouco estava junto à minha noiva assistindo a um programa de televisão chamado "Quilos Mortais". De início tal título me soou um tanto sensacionalista, entretanto ao assistir o programa tive determinadas impressões e sensações que muito me surpreenderam. 
Em resumo o programa trata de casos de obesidade extrema, onde as pessoas têm cerca de 300kg e, através de uma cirurgia bariátrica, retomam o controle de sua saúde e de suas vidas. Nesta perspectiva há de se pensar que após a cirurgia os desafios para emagrecer se farão um tanto menos complexos do que antes, visto que o seu próprio corpo (e mente) se encarregará de fazer o trabalho. Entretanto, ao enfrentar uma trajetória dessas, estas pessoas se deparam com inimigos comuns a todos os demais semelhantes. Elenquei aqui, três exemplos de tais inimigos ou "demônios" que lutamos frequentemente e que muito me chamou a atenção em tal programa.

  • O primeiro deles remete à situação onde a esposa, após deixar de ser dependente do marido para fazer coisas "simples", como tomar um banho ou ir ao banheiro, ou, até mesmo, caminhar - por conta obviamente do excesso de peso - têm de terminar seu relacionamento, pois o seu companheiro não consegue digerir o fato de ela tornar-se uma mulher independente. 

Em situações "normais", o marido - ao meu ver - ficaria feliz em ver o desenvolvimento e a superação da esposa nas mais simplórias tarefas cotidianas. Neste viés, o mesmo deveria inferir que levaria uma vida mais ativa em todos os aspectos. Mas não, a relação de dominação e/ou dependência falou mais alto. E, nesta perspectiva, entramos numa seara que culmina no próprio significado do amor. Certo que o amor pode ser egoísta, como, por exemplo, não querer perder um ente querido por mais que o mesmo esteja no leito de morte. Na verdade, acho que isso se chama esperança. É a ideia fixa de que mesmo que a morte de tal pessoa querida seja certa, ainda temos um fio tenaz de esperança de que toda aquela atribulação acabe e a cura chegue. No caso destacado, o marido não soube lidar com a transformação da esposa e por isso a relação findou. Cada um com seus motivos, mas é certo que tanto ele quanto ela não se prepararam psicologicamente para uma transformação de tal proporção. E na nossa vida as transformações podem chegar de todas as frentes e nos mais variados momentos. Nós estaremos sempre preparados? Talvez não. Entretanto, é preciso que estejamos no mínimo conscientes de que a mudança virá, pois nós temos consciência dos nossos atos e atitudes e cada um deles acarretará consequências (transformações, mudanças) para a nossa trajetória de vida. Vamos ao segundo caso.

  • Uma mulher acima dos 40 anos, casada e com uma filha de 10 anos. Por conta do excesso de peso perdeu boa parte do desenvolvimento da filha e tomou forças de tal situação para se transformar. Assim o fez. Entretanto, está enfrentando um grave problema no casamento, visto que seu marido não quer que ela emagreça. O casamento findou, pois no momento da escolha entre salvar o casamento e salvar a sua saúde, a segunda opção entrou em voga.
Neste caso quero ressaltar o quanto as relações estão fragilizadas pelos fenótipos inerentes aos nossos olhos. Esta situação é bem atípica, pois o que vemos no mundo atual são pessoas que buscam um padrão de beleza totalmente diferente da obesidade. Mas tal marido sentia desejo pela sua esposa, estando ela naquela situação, pesando cerca de 270 kg. De ambas as formas os relacionamentos acabam porque o interesse passou a ser superficial. Obviamente desejo, prazer são de suma importância, mas não são tudo no quesito amor. Até porque a beleza além de relativa é passageira. Chega um determinado momento que ela não mais é tão importante na relação, pois o prazer já não é mais sexual. Chega um momento em que o prazer está apenas no apoio, na compreensão, no toque, no respirar e no olhar. Contudo, esse prazer deveria fazer parte de toda a nossa caminhada e não somente na velhice. O amor vai além das fronteiras corpóreas, vai além das fronteiras territoriais. 
  • O terceiro e último caso remete a ambas as mulheres que se mantiveram no foco e conseguiram eliminar grandes percentuais de gordura, estão levando uma vida mais saudável e fazendo atividades que jamais pensariam em fazer. Ao subirem na balança nas consultas rotineiras com os seus médicos o sorriso é marca registrada, pois se veem como verdadeiras vencedoras. Mulheres que deixaram o estado "vegetativo" e renasceram para uma nova maneira de viver. 
Todas as mudanças vêm acompanhadas do medo. Medo do que está por vir, medo dos obstáculos, medo do que será. E, certamente, nem sempre as mudanças serão boas. Mas o que nos move é essa sede por fazer algo diferente, porém igual, todos os dias - superar a nós mesmos. Essa é a nossa gasolina. Seja no trabalho, seja nos estudos, na faculdade, na nossa casa. Qualquer tipo de atividade que façamos, contanto que ela nos surpreenda no quesito superação, nos estimula à mudança. Os esportistas fazem isso a todo momento, as donas de casa também, as mães, os pais, a família todos precisamos fazer isso. Se não a nossa alegria de viver se perde com a monotonia de uma vida sem sentido. Portanto observe as pequenas coisas as quais você já superou e reveja quantos passos você teve que dar para chegar onde está. Quantos caminhos tomou, quantas direções foram erradas, quantas decisões, quantos abraços, beijos, quantos relacionamentos etc. Só não se esqueça de visualizar tudo isso sob o aspecto do amor. Pois dessa maneira é possível ter uma auto-avaliação muito mais complexa, entretanto muito mais completa. 

Carpe Diem!